Avaliação do Perfil Cognitivo (APC): três olhares, uma conclusão
A Avaliação do Perfil Cognitivo (APC) é um exame integrado criado pela Clínica Cognus em que um psiquiatra, uma neuropsicóloga e um fonoaudiólogo avaliam o mesmo paciente, discutem o caso em equipe e emitem um laudo único. O processo mede inteligência, atenção, memória, linguagem, funções executivas e habilidades sociais, e apoia o diagnóstico de condições como autismo, TDAH, deficiência intelectual e dificuldades de aprendizagem, a partir dos 30 meses.
O que é a Avaliação do Perfil Cognitivo
Funções como percepção, atenção, memória, linguagem, raciocínio e planejamento sustentam tudo o que fazemos no dia a dia. Hoje existem instrumentos padronizados, usados em vários países, que permitem medir cada uma delas e comparar o resultado com o esperado para a idade.
A Avaliação do Perfil Cognitivo, ou APC, foi desenhada pela Cognus em 2021 para reunir essas medidas em um único processo. Em vez de uma testagem isolada, o paciente passa por três avaliações complementares, feitas por profissionais que conversam entre si durante todo o percurso.
O produto final é um retrato do funcionamento da pessoa: o que ela faz com facilidade, onde encontra obstáculos e o que isso significa para o diagnóstico, o tratamento e a vida escolar ou profissional.
As três avaliações que compõem a APC
Cada etapa responde a uma pergunta diferente. Juntas, elas reduzem o risco de atribuir a um problema cognitivo aquilo que é, por exemplo, uma dificuldade de linguagem ou um quadro emocional.
Avaliação médica
O psiquiatra levanta a história clínica e do desenvolvimento, examina o paciente e formula as hipóteses diagnósticas. É ele quem decide o que a testagem precisa esclarecer e, ao final, integra os achados ao raciocínio clínico. Na Cognus, essa etapa é conduzida ou supervisionada pelo Dr. Tiago Figueiredo.
Avaliação neuropsicológica
A neuropsicóloga aplica testes de inteligência, atenção, memória, velocidade de processamento, funções executivas e habilidades visuoespaciais, além de observar o comportamento durante as sessões. Os resultados são comparados com normas da população brasileira.
Avaliação fonoaudiológica
O fonoaudiólogo examina a linguagem oral e escrita, a compreensão e a comunicação social. Em crianças pequenas e em suspeitas de autismo, essa etapa costuma ser decisiva, porque muitas dificuldades aparecem primeiro na forma de se comunicar.
Por que a avaliação é integrada
Quando cada profissional trabalha isolado, a família costuma receber relatórios com linguagens e recomendações diferentes, e precisa decidir sozinha em qual acreditar. Na APC, os três profissionais se reúnem para discutir o caso antes de concluir, confrontando resultados e observações.
Essa avaliação multidisciplinar produz um laudo único, com uma conclusão e um plano. O documento descreve o desempenho nos testes, a observação comportamental de cada área e as recomendações para família, escola e terapeutas.
- Um único processo, em um só lugar, com agenda coordenada
- Discussão de cada caso pela equipe
- Laudo único com resultados, observação comportamental e recomendações
- Supervisão médica das conclusões
Contra-referência ao profissional que encaminhou
Muitos pacientes chegam encaminhados por pediatras, neurologistas, psiquiatras, psicólogos ou terapeutas. Nesses casos, o resultado é devolvido ao profissional que fez o pedido, e a equipe fica à disposição para discutir o laudo e alinhar a conduta.
Escolas também podem ser incluídas. Com autorização da família, a equipe conversa com coordenadores e professores para explicar o que foi encontrado e como adaptar a rotina de sala de aula.
Diferença entre APC e avaliação neuropsicológica isolada
Na maior parte dos serviços, a avaliação neuropsicológica é feita por um único profissional, que aplica os testes e redige o relatório. Na Cognus, ela é uma das três etapas da APC. O exame do perfil cognitivo acrescenta a consulta médica, a avaliação da linguagem e a discussão em equipe.
A avaliação neuropsicológica integrada tem uma vantagem prática: quando os dados permitem, o laudo já traz a conclusão diagnóstica. Quando não permitem, descreve com clareza o desempenho e a observação de cada profissional e indica o que investigar a seguir. O diagnóstico é sempre clínico, e o resultado pode ser negativo.
Para quem a avaliação do perfil cognitivo é indicada
A APC pode ser feita a partir dos 30 meses de idade, em crianças, adolescentes, adultos e idosos. As indicações mais frequentes são:
- Transtorno do Espectro Autista
- TDAH
- Altas habilidades ou superdotação
- Deficiência intelectual
- Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem
- Dificuldades de aprendizagem e baixo rendimento escolar
- Dificuldades sociais
- Doenças neurológicas, como epilepsia, AVC e traumatismo craniano
- Síndromes genéticas, como a síndrome de Down
- Prematuridade ou baixo peso ao nascer
- Esquizofrenia e transtorno bipolar
- Dificuldades de concentração ou memória em adultos
- Queixas cognitivas em idosos
Como é feita a APC na Cognus
- Acolhimento e anamneseEntrevista detalhada com o paciente e a família sobre gestação, desenvolvimento, saúde, escola ou trabalho e as queixas atuais.
- Consulta psiquiátricaO médico examina, levanta hipóteses e orienta o foco das etapas seguintes.
- Testagem neuropsicológicaSessões de cerca de uma hora, ajustadas à idade e ao ritmo do paciente.
- Avaliação da linguagemExame fonoaudiológico da comunicação, da fala e, quando pertinente, da leitura e da escrita.
- Discussão em equipeOs três profissionais analisam juntos todos os dados sob supervisão do Dr. Tiago Figueiredo.
- Devolutiva e laudo únicoConsulta de entrega do laudo, com explicação dos resultados e das recomendações.
Dr. Tiago Figueiredo, psiquiatra com doutorado em TDAH e neurodesenvolvimento
Na Cognus, a avaliação do perfil cognitivo (apc) é discutida em equipe e supervisionada pelo Dr. Tiago Figueiredo (CRM 28835-DF | CRM 100148-5 RJ), cofundador da clínica e idealizador da Avaliação do Perfil Cognitivo.
- Residência e mestrado em Psiquiatria pelo IPUB/UFRJ
- Doutorado (Instituto D'Or) e pós-doutorado (UFMG)
- Treinamento em ADOS-2 na University of Washington
- Cerca de 500 avaliações integradas na Cognus
- Pesquisa em TDAH, autismo e cognição social
- Autor de três livros sobre cognição social
Antes de começar
O processo exige algumas visitas
Avaliações completas são cansativas. Por isso a agenda é coordenada entre os profissionais, para reduzir deslocamentos e respeitar o ritmo do paciente.
Não é preciso treinar
O objetivo é observar o funcionamento habitual. Treino prévio distorce os resultados.
Traga documentos anteriores
Relatórios escolares, exames e avaliações antigas ajudam a equipe a entender a evolução.
Condições investigadas na avaliação
Profissionais que participam do atendimento
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Dr. Tiago Figueiredo Médico psiquiatra, MD, Ph.D. CRM 28835-DF | CRM 100148-5 RJ -
Giulia Rodrigues Psicóloga e neuropsicóloga -
Maria Clara de Oliveira Psicóloga e neuropsicóloga -
Ana Carolina Rabetti Psicóloga e neuropsicóloga CRP 01/22374 -
Karla Valente Sanches Psicóloga e neuropsicóloga CRP 01/16888 -
Wesley Oliveira Fonoaudiólogo CRFa 5/13063-DF
Perguntas frequentes sobre avaliação do perfil cognitivo
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Tirar dúvidasA avaliação do perfil cognitivo é a mesma coisa que avaliação neuropsicológica?
Não. A avaliação neuropsicológica é uma das três etapas da APC. Além dos testes cognitivos, o paciente passa por consulta com o psiquiatra e por avaliação da linguagem com o fonoaudiólogo, e o caso é discutido em equipe antes do laudo único.
A APC serve para fechar diagnóstico?
Na maioria dos casos, sim. Como o médico participa do processo, os dados costumam ser suficientes para uma conclusão diagnóstica. Quando não são, o laudo descreve o desempenho nos testes e a observação da equipe e indica os próximos passos.
Meu filho tem 3 anos, já pode fazer a APC?
Pode. A Cognus realiza a avaliação a partir dos 30 meses de idade. Nessa fase, o foco está no desenvolvimento da inteligência, da linguagem e da comunicação social, com instrumentos próprios para a faixa etária e sessões mais curtas.
O resultado é enviado ao médico que pediu o exame?
Sim. Quando há encaminhamento, a Cognus faz a contra-referência ao profissional que solicitou e fica à disposição para discutir o laudo. Com autorização da família, a equipe também pode conversar com a escola.
Adultos também fazem o exame do perfil cognitivo?
Sim. Adultos procuram a APC por dificuldades de concentração e memória, suspeita de TDAH, sequelas de AVC ou traumatismo craniano e acompanhamento de quadros como esquizofrenia e transtorno bipolar. Idosos fazem o exame para investigar queixas de memória.
Como a Clínica Cognus conduz: avaliação do perfil cognitivo
Centro Clínico Advance I, SGAS 915, Lotes 69/70, Salas 216/218, Asa Sul, Brasília. Atendimento de seg - sex, das 08:00 às 18:00.
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A avaliação neuropsicológica mede atenção, memória, linguagem, raciocínio e funções executivas com testes padronizados, e ajuda a esclarecer diagnósticos como TDAH, autismo e declínio cognitivo.
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Na Clínica Cognus, a avaliação neuropsicológica em Brasília é conduzida e supervisionada pelo psiquiatra Dr. Tiago Figueiredo, com neuropsicóloga e fonoaudióloga discutindo o caso juntas e entregando um laudo único.
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Autismo (TEA)
O diagnóstico de autismo é clínico e se apoia em entrevista de desenvolvimento, observação estruturada como o ADOS-2 e avaliação de linguagem e cognição, com laudo que orienta escola e terapias.
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TDAH
O teste de TDAH, na prática, é uma avaliação clínica completa: entrevista médica, testes de atenção e funções executivas e escalas respondidas por família e escola, para separar o TDAH de outras causas.
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Altas Habilidades (Superdotação)
A identificação de altas habilidades vai além do QI: considera capacidade acima da média, criatividade e envolvimento com a tarefa, investiga condições associadas e orienta a escola sobre enriquecimento e aceleração.
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Avaliação do Idoso
Nem todo esquecimento na velhice é sinal de doença. A avaliação cognitiva ajuda a separar o envelhecimento esperado de um declínio que merece tratamento, identifica causas reversíveis e orienta a família em decisões de segurança e cuidado.
Conteúdo informativo revisado por Dr. Tiago Figueiredo (CRM 28835-DF | CRM 100148-5 RJ) em 25/09/2026. Não substitui consulta: diagnóstico e tratamento dependem de avaliação individual. Responsável técnico: Dr. Diêgo Figueiredo, CRM 26672-DF.