Pular para o conteúdo
Nossas Unidades: Brasília - DF
Área exclusiva aos pacientes da APC

Retorno à atividade física após COVID-19: por que fazer avaliação cardiológica

A COVID-19 pode deixar complicações cardiovasculares, como miocardite e arritmias, que aumentam o risco durante o exercício. O artigo explica por que o retorno à atividade física após COVID deve ser precedido de avaliação médica, de preferência cardiológica, com eletrocardiograma.

Clínica Cognus · Publicado em 24/03/2022

Pessoa se exercitando, ilustrando o retorno à atividade física após COVID-19

O surto da doença COVID-19, causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), com seu primeiro caso notificado no Brasil em 26 de fevereiro de 2020, trouxe não apenas medidas novas de controle extremamente importantes, como também muitas dúvidas e inseguranças, entre elas as que envolvem o retorno à atividade física após COVID.

Complicações cardiovasculares da COVID-19

É importante saber que, além do quadro respiratório agudo, a COVID-19 tem sido associada a um número significativo de complicações cardiovasculares, atingindo cerca de 16% dos pacientes acometidos pela infecção, ocorrendo em 20% a 30% dos pacientes hospitalizados e contribuindo para até 40% das mortes.

A maioria dos pacientes com COVID-19 que apresentam alterações nos exames cardiológicos tem ou teve sintomas típicos da infecção, incluindo tosse, febre, mialgia, cefaleia e dispneia.

As causas da lesão miocárdica em pacientes com COVID são: miocardite, lesão por hipóxia, miocardiopatia por estresse (Takotsubo), lesão por doença isquêmica coronariana (ruptura de placas ateroscleróticas ou desbalanço entre oferta e demanda), doença microvascular, vasculites de pequenos vasos, cor pulmonale (causado por tromboembolismo pulmonar) e síndrome da resposta inflamatória sistêmica.

Foram descritas complicações cardiovasculares como lesão miocárdica (20% dos casos), arritmias (16%) e miocardite (10%), além de insuficiência cardíaca congestiva (ICC) e choque (até 5% dos casos).

Retorno à atividade física após COVID: por que avaliar o coração

As possíveis sequelas do comprometimento cardíaco podem gerar um substrato arritmogênico no miocárdio, podendo afetar desde o desempenho físico até a maior ocorrência de morte súbita (MS) durante o exercício. Assim, atletas ou pacientes sem prática regular de atividade física necessitam de avaliação cardiológica após a doença, antes do retorno ou do início de novas modalidades de atividade física. Isso vale principalmente porque a maioria das pessoas parou ou reduziu seu treinamento físico durante a pandemia, sendo ainda mais recomendável que, antes de retomá-lo, sejam submetidas a uma nova avaliação.

Sendo assim, recomendamos que todos aqueles que tiveram COVID-19, assintomáticos ou não, passem por avaliação médica antes do retorno à atividade física após COVID, preferencialmente cardiológica, incluindo pelo menos anamnese, exame físico e eletrocardiograma de repouso de 12 derivações. Como o maior risco de MS está relacionado com maior intensidade do exercício, as recomendações de exames complementares na avaliação são diferentes conforme a prática esportiva.

Perguntas sobre retorno à atividade física após COVID

A COVID-19 pode afetar o coração?

Sim. Complicações cardiovasculares atingem cerca de 16% dos pacientes infectados e de 20% a 30% dos hospitalizados, incluindo lesão miocárdica, arritmias, miocardite, insuficiência cardíaca e choque.

Preciso de avaliação antes de voltar a treinar depois da COVID?

Sim. A recomendação é que todos que tiveram COVID-19, com ou sem sintomas, passem por avaliação médica, preferencialmente cardiológica, antes do retorno ou do início de atividade física.

Quais exames compõem essa avaliação?

No mínimo anamnese, exame físico e eletrocardiograma de repouso de 12 derivações. Exames complementares variam conforme a intensidade da prática esportiva.

Como a Clínica Cognus pode ajudar: Cardiologia

A cardiologia da Clínica Cognus, na Asa Sul, atende adultos e idosos com foco em prevenção, investigação de sintomas como dor no peito e palpitação e acompanhamento de doenças do coração, com ecocardiograma no mesmo local.

Saiba mais

Leia também

Avalie esta página:

Conteúdo informativo. Não substitui consulta. Responsável técnico: Dr. Diêgo Figueiredo, CRM 26672-DF.

Fale peloWHATSAPP