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Diverticulite e alimentação

A doença diverticular é comum e costuma não dar sintomas, mas pode evoluir para diverticulite. O artigo explica a relação entre diverticulite e alimentação, o papel das fibras e as medidas dietéticas indicadas na diverticulose e durante a crise.

Clínica Cognus · Publicado em 18/01/2022

Alimentos ricos em fibras ilustrando a relação entre diverticulite e alimentação

Os divertículos são pequenas herniações da mucosa, “bolsinhas”. A doença diverticular é caracterizada pela presença destes divertículos (diverticulose) no tubo intestinal. Usualmente é uma doença assintomática (em 70% dos casos).

Ela é mais comum do que imaginamos: por exemplo, 50% dos idosos apresentam divertículos. Porém, apenas cerca de 25% dos pacientes desenvolvem a doença clinicamente significativa. Dor abdominal e hábitos intestinais alterados são sintomas da enfermidade.

Tudo indica que dietas pobres em fibras aumentam a pressão no cólon por constipação crônica, enfraquecendo a parede visceral e permitindo a herniação. A falta de atividade física também é apontada como um fator contribuinte. Por isso, diverticulite e alimentação andam juntas.

O que é diverticulite

Apesar de ser inofensiva na maior parte do tempo, a doença diverticular tem suas complicações, dentre elas a diverticulite, que é a inflamação e infecção dos divertículos.

A causa da complicação pode ser o entupimento de um desses divertículos por algum fragmento de fezes, pouco coesas pela falta de fibras. O muco que é produzido no divertículo não consegue sair para o lúmen intestinal, causando pressão e, por sua vez, inflamação no divertículo, trazendo os episódios de fortes dores abdominais.

Diverticulite e alimentação: o que muda na dieta

As medidas dietéticas para a diverticulose (fase latente da doença diverticular) são similares às utilizadas para a constipação:

  • Alimentos laxantes;
  • Mais fibras solúveis e insolúveis;
  • Mais líquidos.

As medidas dietéticas para a diverticulite (fase ativa da doença) consistem em uma dieta de poucos resíduos, com a diminuição de:

  • Fibras insolúveis;
  • Alimentos flatulentos;
  • Alimentos fermentativos;
  • Alimentos gordurosos;
  • Com reintrodução de fibras após a crise.

Lembrando que uma dieta rica em fibras contém 25 g/dia ou mais, e que uma dieta com pelo menos 25,5 g/dia para mulheres e 26,1 g/dia para homens pode gerar até 41% menos risco de desenvolvimento de doença diverticular.

Ah, uma curiosidade que sempre surge quando o assunto é diverticulite e alimentação: alimentos como castanhas, pipoca, sementes e milho não provocam o desencadeamento da diverticulite como muitos pensam. Pelo contrário, podem até contribuir para evitá-la.

Perguntas sobre diverticulite e alimentação

Qual a diferença entre diverticulose e diverticulite?

Diverticulose é a presença de divertículos no intestino, geralmente sem sintomas. Diverticulite é a complicação em que esses divertículos inflamam e infeccionam.

O que comer na crise de diverticulite?

Na fase ativa indica-se uma dieta de poucos resíduos, com menos fibras insolúveis e menos alimentos flatulentos, fermentativos e gordurosos, reintroduzindo as fibras após a crise.

Castanhas, pipoca e sementes causam diverticulite?

Não. Esses alimentos não desencadeiam a diverticulite e podem até contribuir para evitá-la.

Quanta fibra reduz o risco de doença diverticular?

Uma dieta rica em fibras tem 25 g ou mais por dia. Consumos a partir de 25,5 g/dia para mulheres e 26,1 g/dia para homens foram associados a até 41% menos risco.

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Conteúdo informativo. Não substitui consulta. Responsável técnico: Dr. Diêgo Figueiredo, CRM 26672-DF.

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