Os divertículos são pequenas herniações da mucosa, “bolsinhas”. A doença diverticular é caracterizada pela presença destes divertículos (diverticulose) no tubo intestinal. Usualmente é uma doença assintomática (em 70% dos casos).
Ela é mais comum do que imaginamos: por exemplo, 50% dos idosos apresentam divertículos. Porém, apenas cerca de 25% dos pacientes desenvolvem a doença clinicamente significativa. Dor abdominal e hábitos intestinais alterados são sintomas da enfermidade.
Tudo indica que dietas pobres em fibras aumentam a pressão no cólon por constipação crônica, enfraquecendo a parede visceral e permitindo a herniação. A falta de atividade física também é apontada como um fator contribuinte. Por isso, diverticulite e alimentação andam juntas.
O que é diverticulite
Apesar de ser inofensiva na maior parte do tempo, a doença diverticular tem suas complicações, dentre elas a diverticulite, que é a inflamação e infecção dos divertículos.
A causa da complicação pode ser o entupimento de um desses divertículos por algum fragmento de fezes, pouco coesas pela falta de fibras. O muco que é produzido no divertículo não consegue sair para o lúmen intestinal, causando pressão e, por sua vez, inflamação no divertículo, trazendo os episódios de fortes dores abdominais.
Diverticulite e alimentação: o que muda na dieta
As medidas dietéticas para a diverticulose (fase latente da doença diverticular) são similares às utilizadas para a constipação:
- Alimentos laxantes;
- Mais fibras solúveis e insolúveis;
- Mais líquidos.
As medidas dietéticas para a diverticulite (fase ativa da doença) consistem em uma dieta de poucos resíduos, com a diminuição de:
- Fibras insolúveis;
- Alimentos flatulentos;
- Alimentos fermentativos;
- Alimentos gordurosos;
- Com reintrodução de fibras após a crise.
Lembrando que uma dieta rica em fibras contém 25 g/dia ou mais, e que uma dieta com pelo menos 25,5 g/dia para mulheres e 26,1 g/dia para homens pode gerar até 41% menos risco de desenvolvimento de doença diverticular.
Ah, uma curiosidade que sempre surge quando o assunto é diverticulite e alimentação: alimentos como castanhas, pipoca, sementes e milho não provocam o desencadeamento da diverticulite como muitos pensam. Pelo contrário, podem até contribuir para evitá-la.