Tratamento da hipertensão arterial: o olhar do nefrologista
O tratamento da hipertensão arterial combina mudanças de hábito, como menos sal, atividade física, sono adequado e controle do peso, com medicações ajustadas até atingir a meta de pressão de cada pessoa. O nefrologista tem papel central porque os rins regulam a pressão e também são lesados por ela. Na Clínica Cognus, na Asa Sul, o Dr. Diêgo Figueiredo investiga causas secundárias, acompanha casos difíceis de controlar e trabalha junto com a cardiologia no mesmo endereço.
Rins e pressão alta: uma relação de mão dupla
Os rins ajudam a controlar a pressão ao regular a quantidade de sal e água do corpo e ao produzir substâncias que contraem ou relaxam os vasos. Quando eles adoecem, esse controle falha, e a pressão tende a subir.
O caminho inverso também acontece. A pressão alta mantida por anos danifica os pequenos vasos dos rins, reduz a filtração e pode levar à doença renal crônica. Por isso, a relação entre rins e pressão alta é um ciclo: um problema alimenta o outro se não houver tratamento.
A hipertensão costuma ser silenciosa. Muitas pessoas só descobrem o diagnóstico em uma medida ocasional ou quando já existe lesão no coração, nos rins, nos olhos ou no cérebro. Medir a pressão com regularidade é a forma mais simples de encontrar o problema cedo.

Como funciona o tratamento da hipertensão arterial
O primeiro passo é confirmar o diagnóstico com medidas corretas. A pressão do consultório pode vir alterada pela tensão da consulta, e a medida residencial ou a monitorização ambulatorial (MAPA), solicitada quando indicada, ajudam a mostrar o comportamento da pressão no dia a dia.
Confirmado o quadro, o tratamento une hábitos e, quando necessário, remédios. Redução do sal, alimentação rica em vegetais, atividade física regular, controle do peso, sono adequado e moderação no álcool fazem diferença real nos números.
As medicações são escolhidas considerando idade, função dos rins, presença de proteína na urina, diabetes e doenças do coração. Algumas classes, além de baixar a pressão, reduzem a perda de proteína e ajudam a proteger os rins.
Hipertensão secundária e hipertensão resistente
Na maior parte dos casos, a pressão alta não tem uma causa única identificável. Em uma parcela dos pacientes, porém, ela é consequência de outra condição, e tratar essa causa pode mudar o controle. É a chamada hipertensão secundária.
- Doenças dos rins, como doença renal crônica e doenças glomerulares
- Estreitamento das artérias que levam sangue aos rins
- Alterações hormonais, como excesso de aldosterona
- Apneia obstrutiva do sono
- Uso de medicações e substâncias que elevam a pressão
Quando a pressão não cede
Fala-se em hipertensão resistente quando a pressão permanece acima da meta mesmo com várias medicações em doses adequadas. Antes de rotular o caso, o nefrologista revisa a técnica de medida, o uso correto dos remédios, o consumo de sal e as causas secundárias, porque muitas vezes o controle está ao alcance.
Nefrologia e cardiologia no mesmo endereço
Na Cognus, a nefrologia trabalha junto com a cardiologia da Dra. Mariana Leão. Quando a pressão alta já afeta o coração, ou quando há dúvida sobre a origem do problema, os dois médicos podem discutir o caso e alinhar metas e medicações.
Quando procurar o nefrologista pela pressão
Pressão muito elevada acompanhada de dor no peito, falta de ar, dor de cabeça intensa, alteração da visão ou fraqueza em um lado do corpo pede pronto-socorro. Fora dessas situações, agende uma consulta se houver:
- Pressão difícil de controlar com várias medicações
- Pressão alta descoberta em adolescente ou adulto jovem
- Piora súbita de uma pressão que antes era controlada
- Creatinina alterada, proteína ou sangue na urina
- Potássio baixo no exame de sangue sem explicação
- Diabetes associado à hipertensão
- Ronco intenso e sonolência durante o dia
- Histórico familiar de doença renal
Como é o acompanhamento da pressão alta na Cognus
- História e exame físicoConversa sobre sintomas, hábitos, medicações e histórico familiar, com medida cuidadosa da pressão e avaliação de sinais de lesão em órgãos.
- Confirmação do diagnósticoAnálise das medidas feitas em casa e, quando indicado, solicitação de monitorização ambulatorial da pressão.
- Investigação direcionadaExames de sangue e urina para avaliar os rins e, se houver suspeita de causa secundária, exames hormonais ou de imagem feitos em serviço especializado.
- Plano de tratamentoDefinição da meta de pressão, orientações de hábitos e escolha das medicações considerando a função dos rins e as outras doenças.
- Retornos e ajustesConsultas para revisar as medidas, ajustar doses e acompanhar a função renal, em diálogo com a cardiologia quando necessário.
Mitos e erros comuns sobre pressão alta
Parar o remédio quando a pressão normaliza
A pressão ficou normal justamente por causa do remédio. Suspender por conta própria costuma trazer a hipertensão de volta, às vezes com picos.
Achar que sem sintoma não há problema
A pressão alta lesa rins, coração e vasos mesmo sem dor de cabeça ou mal-estar. O controle se avalia pelas medidas, não pela sensação.
Trocar o sal comum por "sal light" sem orientação
Alguns substitutos têm potássio, que pode ser perigoso para quem tem doença renal ou usa certas medicações. Pergunte antes de trocar.
Medir a pressão de qualquer jeito
Medir logo após café, cigarro ou esforço, com manguito inadequado ou falando, altera o resultado. Siga as orientações de técnica dadas na consulta.
Principais tratamentos da nefrologia na Cognus
Toque no tema para ver sintomas, exames e como é o acompanhamento.
Profissionais que participam do atendimento
Perguntas frequentes sobre pressão alta e rins
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Tirar dúvidasNefrologista faz tratamento da hipertensão arterial?
Sim. O nefrologista trata a hipertensão, especialmente quando ela é difícil de controlar, surge em pessoa jovem, vem com alterações nos exames dos rins ou pode ter uma causa secundária. Os rins participam diretamente da regulação da pressão, o que torna essa avaliação valiosa.
Pressão alta pode estragar os rins?
Sim. Com o tempo, a pressão elevada danifica os pequenos vasos dos rins e reduz a capacidade de filtração, o que pode levar à doença renal crônica. O controle adequado da pressão e o acompanhamento da creatinina e da urina ajudam a proteger a função renal.
Tomo três remédios e a pressão continua alta, e agora?
Vale uma investigação cuidadosa. Antes de concluir que é hipertensão resistente, é preciso revisar a técnica de medida, a forma de uso dos remédios, o consumo de sal e possíveis causas secundárias, como doença renal, alterações hormonais e apneia do sono. Muitas vezes o controle é possível.
Devo procurar cardiologista ou nefrologista para pressão alta?
Os dois tratam hipertensão. O cardiologista tem foco nos efeitos sobre o coração e os vasos, e o nefrologista nos rins e nas causas renais e hormonais. Na Cognus, as duas especialidades ficam no mesmo endereço e podem acompanhar o paciente em conjunto quando necessário.
Pressão alta tem tratamento sem remédio?
Em alguns casos, sim, sobretudo quando a elevação é leve e o risco é baixo. Redução do sal, perda de peso, atividade física e moderação no álcool podem baixar a pressão de forma significativa. Quando não bastam, a medicação é associada, sem abandonar os hábitos.
Como iniciar o tratamento da hipertensão arterial na Asa Sul
Leve à consulta suas medidas de pressão feitas em casa, a lista de remédios em uso e exames recentes de sangue e urina. O Dr. Diêgo Figueiredo, nefrologista com título pela Sociedade Brasileira de Nefrologia, usa essas informações para definir a investigação e o plano de tratamento.
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O Dr. Diêgo Figueiredo é nefrologista em Brasília, com residência em Nefrologia pela UNIFESP e título da Sociedade Brasileira de Nefrologia, e acompanha doenças dos rins e pressão alta na Clínica Cognus, na Asa Sul.
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Conteúdo informativo revisado por Dr. Diêgo Figueiredo (CRM 26672-DF) em 25/09/2026. Não substitui consulta: diagnóstico e tratamento dependem de avaliação individual. Responsável técnico: Dr. Diêgo Figueiredo, CRM 26672-DF.
Dr. Diêgo Figueiredo