Tratamento da doença renal crônica: como proteger a função dos rins
O tratamento da doença renal crônica tem como objetivo desacelerar a perda de função dos rins e prevenir complicações. Ele combina controle rigoroso da pressão arterial e da glicose, medicações que protegem os rins, revisão de remédios que podem prejudicá-los, orientação alimentar e acompanhamento periódico de exames. Na Clínica Cognus, na Asa Sul, esse cuidado é conduzido pelo nefrologista Dr. Diêgo Figueiredo, com consultas e exames ajustados à fase da doença.
O que é a doença renal crônica
Os rins filtram o sangue o tempo todo, retirando resíduos, controlando água e sais e ajudando a regular a pressão. Na doença renal crônica, essa capacidade diminui aos poucos e de forma persistente, por mais de três meses, ou surgem sinais de lesão, como proteína na urina.
Por evoluir devagar, a doença costuma ser silenciosa. A pessoa pode se sentir bem por anos enquanto os exames já mostram alteração. Cansaço, inchaço, perda de apetite e urina com espuma tendem a aparecer mais tarde, quando a função já está bastante reduzida.
As causas mais frequentes são diabetes e pressão alta. Doenças glomerulares, rins policísticos, obstruções urinárias, cálculos de repetição e uso prolongado de alguns remédios também podem levar ao quadro. Descobrir a causa é o primeiro passo, porque ela orienta boa parte das decisões.

Estágios da doença renal e o que eles indicam
A classificação em estágios da doença renal usa dois exames principais. O primeiro é a taxa de filtração glomerular, estimada a partir da creatinina do sangue, da idade e do sexo. O segundo é a medida de albumina na urina, que mostra se os filtros dos rins estão deixando passar proteína.
Juntos, esses dados indicam o risco de progressão e definem a frequência das consultas e dos exames. Uma pessoa em fase inicial, com pouca proteína na urina, pode ser acompanhada com intervalos maiores. Quem tem filtração mais baixa ou perda importante de proteína precisa de seguimento mais próximo.
O termo insuficiência renal é muito usado para descrever as fases mais avançadas, quando os rins já não dão conta de todas as suas funções. Receber o diagnóstico não significa que a pessoa chegará a essa etapa: com cuidado adequado, muitos pacientes permanecem estáveis por longos períodos.
Como é o tratamento da doença renal crônica
Não existe um remédio único. O tratamento da doença renal crônica é um conjunto de medidas que atuam sobre a causa e sobre os fatores que aceleram a perda de função, ajustado à fase da doença e às outras condições de saúde de cada paciente.
- Controle da pressão arterial, com metas definidas para cada caso
- Controle da glicose em quem tem diabetes
- Medicações que reduzem a perda de proteína na urina e protegem os rins
- Revisão de todos os remédios em uso, com ajuste de dose quando necessário
- Orientação sobre sal, proteína, potássio e fósforo, conforme os exames
- Tratamento de complicações, como anemia, alterações ósseas e acidez do sangue
- Atualização de vacinas e cuidado com o risco cardiovascular
Quando se fala em diálise ou transplante
Nas fases mais avançadas, o nefrologista conversa com antecedência sobre as opções de terapia renal substitutiva, como diálise e transplante, para que a decisão não seja tomada às pressas. A Cognus é um consultório ambulatorial: esses procedimentos são feitos em serviços específicos, e o encaminhamento é organizado a partir da consulta.
Sinais que pedem avaliação com nefrologista
Redução importante da quantidade de urina, falta de ar intensa, confusão ou inchaço que piora rapidamente pedem atendimento em pronto-socorro. Nos demais casos, agende uma consulta se houver:
- Creatinina alterada ou filtração reduzida em mais de um exame
- Proteína, albumina ou sangue na urina
- Diabetes ou pressão alta há vários anos
- Inchaço nas pernas, nos pés ou ao redor dos olhos
- Urina com espuma persistente
- Cansaço sem explicação e perda de apetite
- Histórico familiar de doença renal ou rins policísticos
- Uso frequente de anti-inflamatórios ou de medicações que exigem ajuste pela função renal
Como funciona o acompanhamento na Cognus
- Primeira consultaConversa sobre sintomas, doenças associadas, medicações, suplementos e histórico familiar, com exame físico e medida da pressão arterial.
- Leitura dos examesComparação entre resultados antigos e recentes de creatinina, urina e albumina, para entender se a função está estável ou caindo.
- Investigação da causaSolicitação dos exames de sangue, urina e imagem que ajudam a esclarecer a origem da doença, feitos em laboratório ou serviço de imagem.
- Plano de tratamentoDefinição de metas de pressão e glicose, ajuste de medicações e orientações alimentares compatíveis com a fase da doença.
- Retornos periódicosConsultas com intervalo definido pelo risco de progressão, com exames de controle e revisão do plano sempre que algo muda.
Mitos e erros comuns sobre a doença renal
Beber muita água não recupera os rins
A hidratação adequada é importante, mas forçar grandes volumes não melhora a filtração e pode ser perigoso em fases avançadas. A quantidade é orientada caso a caso.
Chás e suplementos "para os rins"
Produtos naturais não são inofensivos. Alguns contêm substâncias que sobrecarregam os rins ou interagem com remédios. Converse antes de usar.
Anti-inflamatório sem orientação
O uso repetido de anti-inflamatórios pode acelerar a perda de função. Para dor, peça ao médico alternativas mais seguras.
Abandonar o acompanhamento quando se sente bem
Estar sem sintomas é comum na doença renal crônica. Os exames de controle são o que mostra se o tratamento está funcionando.
Principais tratamentos da nefrologia na Cognus
Toque no tema para ver sintomas, exames e como é o acompanhamento.
Profissionais que participam do atendimento
Perguntas frequentes sobre doença renal crônica
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Tirar dúvidasComo é feito o tratamento da doença renal crônica?
O tratamento combina várias frentes: controle da pressão e da glicose, medicações que protegem os rins, ajuste de remédios que dependem da função renal, orientação alimentar e tratamento de complicações como anemia. As consultas e os exames seguem uma frequência definida pela fase da doença.
Doença renal crônica tem volta?
Na maioria dos casos, a função perdida não é recuperada, mas a progressão pode ser desacelerada. Com causa controlada e acompanhamento regular, muitas pessoas permanecem estáveis por anos. Algumas causas específicas, quando tratadas cedo, permitem recuperar parte da função.
Tenho doença renal, vou precisar fazer diálise?
Não necessariamente. A maioria das pessoas com doença renal crônica nunca chega à diálise, sobretudo quando o diagnóstico é feito cedo e o tratamento é seguido. Nas fases avançadas, o nefrologista discute as opções com antecedência e encaminha para o serviço adequado.
O que posso comer tendo problema nos rins?
Depende da fase da doença e dos exames. Em geral, reduzir o sal ajuda a controlar a pressão, e a quantidade de proteína, potássio e fósforo é ajustada conforme os resultados. Restrições feitas por conta própria podem causar desnutrição, por isso a orientação deve ser individual.
De quanto em quanto tempo devo consultar o nefrologista?
O intervalo é definido pelo risco de progressão. Pessoas em fases iniciais e estáveis costumam ter retornos mais espaçados, enquanto quem tem filtração baixa ou muita proteína na urina precisa de consultas e exames mais frequentes. O plano é revisto a cada retorno.
Quem cuida da doença renal crônica na Cognus?
O acompanhamento é feito pelo Dr. Diêgo Figueiredo, nefrologista com residência pela UNIFESP e título de especialista pela Sociedade Brasileira de Nefrologia, CRM 26672-DF. As consultas acontecem no Centro Clínico Advance I, SGAS 915, Asa Sul, de segunda a sexta.
Como começar o tratamento da doença renal crônica na Asa Sul
O primeiro passo é uma consulta com os exames que você já tem em mãos. A partir deles, o nefrologista define a fase da doença, investiga a causa e monta um plano de acompanhamento possível de seguir no dia a dia.
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Conteúdo informativo revisado por Dr. Diêgo Figueiredo (CRM 26672-DF) em 25/09/2026. Não substitui consulta: diagnóstico e tratamento dependem de avaliação individual. Responsável técnico: Dr. Diêgo Figueiredo, CRM 26672-DF.
Dr. Diêgo Figueiredo